Resumir em poucas linhas os 2 anos de vida da Maduh é uma
tarefa muuuito difícil. A história dela é cheia de detalhes, e eu, como mãe
coruja que sou, faço questão de cada detalhezinho. Mas tentarei ser o mais
breve possível!rs
Tive certeza da gravidez da Maduh quando estava com 10
semanas de gestação. Fiz uma ultra e lá estava um coraçãozinho batendo
acelerado. Fiquei muito feliz apesar de não ter planejado.Á partir desse
momento a Maduh passou a ser mais que desejada! Daí então começou a rotina de
exames, ultrassons, a rotina normal de qualquer gravidez. Fiz ultrassom
morfológica, nada foi percebido.
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| Maduh com 1 dia de vida! |
Quando completei 37 semanas fui fazer um ultra e o médico me
disse que era para eu procurar o meu obstetra com uma certa urgência porque eu
estava com muito pouco líquido. Assim fiz, mas ele não deu muita atenção. Falou
que não era nada demais e que era para eu fazer repouso e fazer outra ultra
dali a 3 dias.Como moro em cidade pequena tem poucas clínicas que fazem
ultrassonografia e consegui marcar o exame pra um dia antes do que ele havia
pedido. E hoje olhando todas lutas da minha princesa percebo q nesse momento também
houve o agir de Deus na vida dela. Fizeram a ultra e me mandaram direto para o
hospital porque tinha somente uma gota de líquido. E foi assim que a Maduh
nasceu de parto cesária no dia 20 de Agosto de 2009. Nasceu pequenininha 42 cm,
2,140 kg e 29 cm de P.C. Tão linda, cabeluda,delicada. Assim que acabou a minha
cirurgia ela foi direto para o quarto. Passado os 2 dias tivemos alta e viemos
para casa.
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| Vejam só que gostosura! |
Primeira ida ao pediatra, nada foi percebido, primeiro mês
de pediatra, nada foi percebido. Resolvi então trocar de pediatra, pois estava
levando a Maduh no pediatra que auxiliou no parto, mas achei melhor levá-la na
pediatra da família. E assim a Maduh começou a ir na Tia Sônia com 1 mês e 1
semana + ou -. Assim que chegamos e a Drª Sônia foi examiná-la logo comentou:
“Ela tem microcefalia.” Eu disse: “Não, não tem não, foi feito todos os exames
tudo direitinho, ela não tem nada não”. Ela concluiu: “Ela tem. Fato! Temos que
descobrir agora o porquê disso”. Que baita susto!!
Começou então a busca
por um neuropediatra. O primeiro em que fomos nos passou uma série de exames: Tomografia,
exames de sangue, urina...Fez também uns exames físicos na Maduh e lá ele fez
ela engatinhar e fazer a marcha e nos disse que fisicamente ele não via
problema algum nela. Fizemos a tomografia e levamos para ele. Ao olhar o exame
a opinião dele mudou completamente. Ele nos disse que a Maduh não teria
capacidade de aprender, que o cérebro dela era muito comprometido e não
cresceria, com as palavras que ele usou: “Era um bolo sem fermento”. Ele disse
que a idade neurológica dela seria sempre aquela, de um bebê de 1 mês. E mais,
disse que os danos causados no cérebro da Maduh só poderiam ter sido feitos por
toxoplasmose e medicou ela com drogas fortíssimas antes mesmo do resultado do
exame de sangue. Como chorei aquele dia, a viagem de volta pra casa foi
terrível, todos mto tristes, sem saber o que esperar do futuro, sem esperança.
Comecei a medicar a Maduh, mas ela estava tendo reações muito estranhas e
resolvi parar e esperar o resultado do exame. Para minha surpresa quando chegou
o exame ela não tinha toxoplasmose, tinha somente os anticorpos que recebeu de
mim, mas não a toxo ativa. É claro que procurei imediatamente outro neuro.
Lá fomos nós no segundo neuro. (Deus nesse momento nos
ajudou mto e foi abrindo os caminhos, conseguíamos marcas as consultas e exames
sem demora). Esse segundo neuro mto atencioso partiu para outro lado: “Bom, se
não é toxo, vamos buscar a resposta do que é então, o exame está mostrando
muito comprometimento sim, mas não podemos afirmar nada sobre o futuro. Vamos
fazer mais uma série de outros exames. E mais pra frente começamos como
fisioterapia e fono, pois pra ela estímulo vai ser muito importante.” Eu não
quis nem esperar o “mais pra frente”. Fui logo entrando em contato e procurando
saber quem aqui em Três Rios fazia o tratamento de fisio e fono em crianças.
Maduh começou as terapias com 2 meses. Quando os exames pedidos pelo neuro
ficaram prontos descobrimos que era uma citomegalovirose congênita. O neuro nos
explicou que pela gravidade das más-formações eu peguei o vírus no primeiro
trimestre de gestação. E o normal seria eu ter tido um aborto espontâneo. E
assim eu vejo que desde o meu ventre Deus já cuidava da Maduh, que Deus já
tinha um propósito na vida dela. E mais, eu percebo que desde tão pequenininha,
tão aparentemente frágil ela já era uma guerreira, lutou bravamente pela vida e
venceu!
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| Maduh com 8 meses! |
Quando a Maduh estava com uns 8 meses nós mudamos de neuro, não
por não gostarmos do outro, mas porque precisávamos de um que estivesse por
perto, que fosse da nossa cidade. E assim, por indicação da pediatra da Maduh
conhecemos o Dr André que cuida da Maduh até hoje, ele é
neurologista, porém não deixa a desejar para nenhum neuropediatra, é um médico
muito competente e que nos dá toda assistência e atenção e cuida da Maduh com
todo o carinho.
Porém, com 1 ano e 1
mês enquanto almoçava a Maduh teve uma crise convulsiva. Foi assutador,
desesperador, angustiante! Por sorte o hospital da cidade fica a 5 min da minha
casa. Entramos no carro e a levamos rapidamente para lá. Ela foi atendida
imediatamente e a medicaram e controlaram a crise. Só de pensar eu fico
arrepiada, foi o dia mais terrível da minha vida, e espero nunca mais ter que
passar por isso. Depois desse acontecimento a Maduh foi medicada pelo neuro dela e tudo ficou
controlado graças a Deus! A Maduh hoje é uma menina com um brilho no olhar
fascinante, com as gargalhadas mais gostosas de ouvir, muito esperta,
carinhosa, dengosa... Enfim, tudo que uma linda princesa deve ser...
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| Olha como consigo ficar em pé! |
Parece que tudo aconteceu tão rápido, foram dois anos tão intensamente vividos. Durante esses dois anos vimos a Maduh se
superar a cada dia, conseguir levar a mão na boca, conseguir se sentar com
apoio, conseguir ficar em pé, aprender a fazer cara de brava, de desentendida,
sorrir quando recebe um elogio,fazer “não não” com a cabeça, jogar beijinho,conseguir
comer sem engasgar, passar da comida pastosa pra amassada grosseiramente e hoje
comer arroz, macarrãozinho, frango, carne moída, coxinha, pão de queijo, pão
com molho de cachorro quente...Aprendi muita coisa com a minha filha, aprendi
que cada acontecimento, por mais simples que seja deve ser comemorado. E assim
não só eu como toda a minha família fazemos, cada novo gesto da Maria Eduarda é
notado, cada tempinho que temos é única e exclusivamente dela, para brincar,
cantar, conversar, rir (porque tudo isso é estímulo para ela, ser estimulada é
também se divertir sim!). O neuro e a pediatra a consideram um enigma, dizem
que não podem afirmar nada sobre ela, pois ela sempre surpreende de alguma
forma.
Agradeço a Deus por tudo que ele tem feito na vida da minha
filha. Quando lembro de tudo que me falaram que ela não faria e a vejo fazendo
hoje percebo que é claramente Deus operando um milagre. E é muito bom poder viver
e ver um milagre assim de tão perto, faz bem pra alma, renova a fé, te faz
acreditar na realização do impossível.
Bom, ainda tem muita coisa para ser contada, mas isso eu
deixo para os próximos posts. Eu queria mesmo era contar um pouquinho da
história da Maduh para que vocês a conheçam melhor. Agradeço a todos que têm
vindo visitar e seguir o blog. Essa
semana foi meio atarefada, depois conto os últimos acontecimentos. Ótima
quarta-feira para todos! Fiquem com Deus!
Termino deixando pra vocês um trecho de uma música que sempre
me fortalece!
“Minha força vem de um Deus que faz milagres
Minha fé está além do impossível
Minha esperança viva está
Meu coração não quer parar
Pois nunca é tarde pra sonhar
Sempre há uma esperança
Para aqueles que esperam
Firmes nas promessas do Senhor
O Deus do impossível
Haja o que houver
Eu sonharei
Seus lindos sonhos viverei
Não desistirei” (Não é tarde, Fernanda Brum)
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| Festinha linda para a gatinha da mamãe!(2 anos) |
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| Gatinha charmosa |